domingo, 10 de julho de 2011

Estudo e Caracterização das Condições de Protecção das Origens e Captações dos Sistemas de Abastecimento de Água

No âmbito e complementarmente ao PVSACH, a USP de Alcochete realizou uma visita às captações dos sistemas de abastecimento de água, afim de avaliar as condições de protecção das mesmas. A visita contou com a presença de um Assistente Técnico do Serviço de Telegestão da Divisão de Águas e Saneamento da Câmara Municipal de Alcochete, com a Técnica de Saúde Ambiental e orientadora do meu presente estágio, Sónia Reis, e com a minha colega Cátia Pereira, também estagiária do 4º ano de Licenciatura em Saúde Ambiental da ESSB.
Foram identificadas oito captações dos sistemas de abastecimento de água, sendo que uma delas é utilizada apenas para a agricultura (sistema de rega) e as restantes para consumo humano. As captações mencionadas estão localizadas no Distrito de Setúbal, Concelho de Alcochete e abastecem grande parte da população deste concelho.
As captações sujeitas á avaliação são furos e, de forma geral, estes apresentam plataforma circundante impermeável, tubagem selada ao solo e não existe risco de entrada de água superficial.
Relativamente á zona de protecção, encontram-se todas delimitadas por vedação em bom estado de conservação, sendo esta constituída por rede metálica e muro de alvenaria.
Nas proximidades das captações, a menos de 50m, não exite nenhum tipo de risco que interfira no normal funcionamento das captações e na qualidade da água, assim como, nas zonas com uma distância superior a 50m e inferior a 200m.
Ainda é importante referir que mensalmente são efectuadas recolhas de água para análise e a medição dos parâmetros relativos ao pH e cloro é realizada diariamente pela Divisão de Águas e Saneamento da Câmara de Alcochete.

PVSACH - Programa de Vigilância Sanitária de Água para Consumo Humano

O Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de Agosto estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. Tem por objectivo proteger a saúde humana dos efeitos nocivos resultantes da eventual contaminação dessa água e assegurar a disponibilização tendencialmente universal de água salubre, limpa e desejavelmente equilibrada na sua composição. Estabelece ainda critérios de repartição da responsabilidade pela gestão de um sistema de abastecimento público de água para consumo humano, quando a mesma seja partilhada por duas ou mais entidades gestoras.

O Programa de Vigilância Sanitária de Água para Consumo Humano está fundamentado nas seguintes vertentes:
  • Higio-sanitária e Tecnológica - Acções de avaliação das condições de higiene e segurança a nível das instalações e do funcionamento e á análise das medidas de gestão e manutenção da qualidade da água e dos equipamentos. Com este conjunto de acções pretende-se ter conhecimento do sistema de água e do seu funcionamento e as características da água e das zonas de abastecimento consideradas mais problemáticas.
  • Analítica - Realização de análises complementares ao Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA) e de outras acções necessárias para a avaliação da qualidade da água para consumo humano. Envolve a colheita de amostras para análise (microbiológica, físico-química ou outras) e a verificação do cumprimento do programa de controlo da qualidade da água distribuída.
  • Epidemiológica - Permite a comparação e interpretação da informação obtida através dos programas, com recurso a dados de caracterização do estado de saúde dos consumidores (obtidos, nomeadamente, a partir de bases de dados de morbilidade ou de inquéritos epidemiológicos). A necessidade e a definição destes estudos são da competência das Autoridades de Saúde, tendo em conta o conhecimento das realidades locais.

Ao longo do estágio, foi possível o contacto com este programa através das funções realizadas por parte da Unidade de Saúde Pública. Todos os meses este serviço recebe um mapa com a informação relativa aos pontos de colheita das amostras e em que dia serão realizadas. Esta informação é facultada pelo Laboratório de Saúde Pública de Setúbal e pelo Serviço de Engenharia Sanitária. Na USP, a TSA é responsável pela colheita das amostras de água, pelo seu transporte e entrega no laboratório referido.
O tipo de colheita abrange 4 tipos de análises: análise de campo (AC), análise microbiológica (AM), análise fisico-quimica de rotina (AFQR) e análise fisico-quimica complementar (AFQC). A AC avalia dois parâmetros: o pH e cloro residual livre. Na AM os parâmetros em análise são a existência de Echerichia coli, enterococos, coliformes totais, Clostrídium perfringens, Germes totais a 22ºC e 37ºC e Pseudomonas aeruginosa. Relativamente à AFQR, os parâmetros analisados são o pH, a condutividade, nitritos, nitratos, o azoto amoniacal e a turvação. Por último, os parâmetros avaliados na AFQC Esão variáveis, resultantes de situações e estudos específos. Podem estar em análises a existência de cloritos, cloratos, fluoretos, chumbo, pesticidas, óleos e gorduras, metais pesados, tri-halometanos, acrilamida, cianobactérias, entre outros.

A vigilância da qualidade da água destinada a consumo humano é importante para diminuir o risco de contaminação e propagação de doenças que se pode desenvolver se não forem aplicadpos processos de desinfecção eficazes e a implementação do PVSACH pretende assegurar a uniformização de critérios e procedimentos a observar nas várias actividades realizadas pelas Unidades de Saúde Pública como as colheitas e os estudos ás captações de abastecimento.

PVSACH - Programa de Vigilância Sanitária de Água para Consumo Humano

O Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de Agosto estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano. Tem por objectivo proteger a saúde humana dos efeitos nocivos resultantes da eventual contaminação dessa água e assegurar a disponibilização tendencialmente universal de água salubre, limpa e desejavelmente equilibrada na sua composição. Estabelece ainda critérios de repartição da responsabilidade pela gestão de um sistema de abastecimento público de água para consumo humano, quando a mesma seja partilhada por duas ou mais entidades gestoras.

O Programa de Vigilância Sanitária de Água para Consumo Humano está fundamentado nas seguintes vertentes:
  • Higio-sanitária e Tecnológica - Acções de avaliação das condições de higiene e segurança a nível das instalações e do funcionamento e á análise das medidas de gestão e manutenção da qualidade da água e dos equipamentos. Com este conjunto de acções pretende-se ter conhecimento do sistema de água e do seu funcionamento e as características da água e das zonas de abastecimento consideradas mais problemáticas.
  • Analítica - Realização de análises complementares ao Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA) e de outras acções necessárias para a avaliação da qualidade da água para consumo humano. Envolve a colheita de amostras para análise (microbiológica, físico-química ou outras) e a verificação do cumprimento do programa de controlo da qualidade da água distribuída.
  • Epidemiológica - Permite a comparação e interpretação da informação obtida através dos programas, com recurso a dados de caracterização do estado de saúde dos consumidores (obtidos, nomeadamente, a partir de bases de dados de morbilidade ou de inquéritos epidemiológicos). A necessidade e a definição destes estudos são da competência das Autoridades de Saúde, tendo em conta o conhecimento das realidades locais.

Ao longo do estágio, foi possível o contacto com este programa através das funções realizadas por parte da Unidade de Saúde Pública. Todos os meses este serviço recebe um mapa com a informação relativa aos pontos de colheita das amostras e em que dia serão realizadas. Esta informação é facultada pelo Laboratório de Saúde Pública de Setúbal e pelo Serviço de Engenharia Sanitária. Na USP, a TSA é responsável pela colheita das amostras de água, pelo seu transporte e entrega no laboratório referido.
O tipo de colheita abrange 4 tipos de análises: análise de campo (AC), análise microbiológica (AM), análise fisico-quimica de rotina (AFQR) e análise fisico-quimica complementar (AFQC). A AC avalia dois parâmetros: o pH e cloro residual livre. Na AM os parâmetros em análise são a existência de Echerichia coli, enterococos, coliformes totais, Clostrídium perfringens, Germes totais a 22ºC e 37ºC e Pseudomonas aeruginosa. Relativamente à AFQR, os parâmetros analisados são o pH, a condutividade, nitritos, nitratos, o azoto amoniacal e a turvação. Por último, os parâmetros avaliados na AFQC Esão variáveis, resultantes de situações e estudos específos. Podem estar em análises a existência de cloritos, cloratos, fluoretos, chumbo, pesticidas, óleos e gorduras, metais pesados, tri-halometanos, acrilamida, cianobactérias, entre outros.

A vigilância da qualidade da água destinada a consumo humano é importante para diminuir o risco de contaminação e propagação de doenças que se pode desenvolver se não forem aplicadpos processos de desinfecção eficazes e a implementação do PVSACH pretende assegurar a uniformização de critérios e procedimentos a observar nas várias actividades realizadas pelas Unidades de Saúde Pública como as colheitas e os estudos ás captações de abastecimento.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

SISP - Sistema de Informação em Saúde Pública



Principais áreas abrangidas:
  • Gestão de Processos de Estabelecimentos
  • Gestão de Processos de Queixas Sanitárias
  • Gestão de Programas e Projectos Comunitários
  • Intervenção em Cuidados Individuais de Saúde (através da criação do conceito de Registo Electrónico Individual com fins epidemiológicos e de Saúde Pública)
  • Monitorização da situação de saúde e dos factores protectores e de risco para a saúde
  • Gestão da Qualidade dos Serviços de Saúde Pública



O Sistema de Informação em Saúde Pública é uma solução que permite apoiar as funções essenciais da Saúde Pública, envolvendo todos os profissionais independentemente da sua formação de basa, passando por níveis diferentes de agregação, gestão e partilha de informação.

Através de uma organização em processos, programas e projectos, com responsabilidades de gestão e de execução das actividades partilhadas pelos vários profissionais de Saúde Pública, o SISP permite homogeneizar o funcionamento dos respectivos serviços, promovendo a uniformização de critérios e procedimentos.

O SISP posiciona-se como uma ferramenta que abrange não só a componente mais operacional dos serviços de Saúde Pública, mas também como uma fonte de Monitorização, Avaliação e Análise de Indicadores quer das actividades dos serviços quer da própria situação de saúde, com vista à melhoria da qualidade dos serviços.

No que respeita à Monitorização da situação de saúde da população, o SISP tem a possibilidade de ligação a várias fontes de informação, nomeadamente com o Instituto Nacional de Estatística, de forma a permitir a análise de um número considerável de indicadores, de várias naturezas, apresentados a vários níveis de agregação.

USPAS - Plano de Acção



"Para começar um grande projecto é preciso valentia.
Para terminar um grande projecto é preciso preseverança."


Como já foi referido, a Unidade de Saúde Pública pertencente ao ACES Arco Ribeirinho adoptou a denominação de USPAS - Unidade de Saúde Pública Arnaldo Sampaio, de certo em homenagem a uma das grandes figuras da Saúde Pública em Portugal que, segundo Aloísio Coelho, foi "Trabalhador infatigável da Saúde, que se prestigiou e prestigiou o Pais, nos grandes meios internacionais da especialidade, ao longo da uma fecunda existência dedicada à causa da Saúde Pública (...)".

Com a reorganização dos serviços de saúde e com a estruturação da USPAS, contando com os recursos humanos dos quatro concelhos constituintes (Moita, Montijo, Barreiro e Alcochete), surgem igualmente novas estratégias e objectivos a cumprir. Neste sentido, a USPAS delineou um Plano de Acção a por em prática, ao qual se encontram inerentes programas/projectos com o intuito de promover e proteger a saúde pública intervindo junto da população. Os programas/projectos focam-se em várias àreas sendo estas:

- Qualidade das Águas,
- Promoção da Saúde Oral;
- Saúde Escolar;
- Vacinação;
- Vigilância dos Resíduos Hospitalares;
- Queixas Sanitárias;
- Saúde Ocupacional;
- Qualidade dos Espaços de Utilização Pública;
- Vigilância de Creches, Lares e Instituições de Apoio Social;
- Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos.


Adjacente ao Plano de Acção da USPAS está a implementação de uma base de dados das actividades e dos resultados das intervenções da Saúde Pública no terreno, denominada por Sistema de Informação em Saúde Pública - SISP. O SISP ajuda também à criação de um repositório de informações de saúde da população.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Conteúdo Funcional do Técnico de Saúde Ambiental

1 - O técnico de higiéne e saúde ambiental actua no controlo sanitário do ambiente, cabendo-lhe detectar, identificar, analisar, prevenir e corrigir riscos ambientais para a saúde, actuais ou potenciais, que possam ser originados:

a) Por fenómenos naturais ou por actividades humanas;
b) Pela evolução dos aglomerados populacionais;
c) Pelo funcionamento de serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública;
d) Por quaisquer outras causas.


2 - A actuação dos técnicos de higiene e saúde ambiental é realizada, quando necessário, com o apoio técnico dos técnicos auxiliares sanitários e desenvolve-se nas áreas seguintes:

a) Protecção sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doença;
b) Protecção sanitária específica e luta contra os factores de risco ligado à fabricação;
c) Higiene do habitat e promoção da salubridade urbana e rural;
d) Higiene dos alimentos e dos estabelecimentos do sistema de protecção e consumo;
e) Saúde ocupacional;
f) Saúde escolar;
g) Educação para a saúde e formação.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ACES Arco Ribeirinho - Unidade de Saúde Públiba Arnaldo Sampaio

De acordo com o Decreto-Lei nº28/2008 que apresenta a Reforma do Cuidados de Saúde Primários, a reorganização e reestruturação do sistema remete para a criação de Agrupamentos de Centros de Saúde.
ACES Arco Ribeirinho é a denominação dada ao Agrupamento de Centros de Saúde de alguns concelhos da Península de Setúbal. Os concelhos abrangidos por este agrupamento são os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.
O ACES Arco Ribeirinho é constituído por algumas unidades. De forma geral, existem Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), Unidades de Saúde Familiar (USF) e a Unidade de Saúde Pública (USP). A USP adquiriu o nome de Unidade de Saúde Pública Arnaldo Sampaio (USPAS) e nela estão incluídos os vários pólos sendo eles localizados no Montijo, Moita, Alcochete e a respectiva sede no Barreiro. A equipa do pólo da Unidade de Saúde Pública de Alcochete é constituído pela Delegada de Saúde Drª Rosa Freitas, pela Técnica de Saúde Ambiental Sónia Reis e pela a Administrativa Ilda Calapez.